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Guardiola exalta Santos e lembra de Pel

Guardiola exalta Santos e lembra de Pelé© Getty Images

O Barcelona nem precisou pisar no acelerador para chegar a uma tranquila goleada por 4 a 0 sobre o Al Sadd. Apesar de não ter apresentado o mesmo futebol que por exemplo, em vitória como a do último sábado sobre o Real Madrid, o técnico Pep Guardiola saiu de campo satisfeito com a atuação.

“O desafio contra o Al Sadd era encontrar uma forma de atacar, não de defender. Sabíamos que eles viriam com nove jogadores na entrada da área deles, com uma linha de cinco e outra de quatro. É muito difícil lidar com isso, mas acho que o fizemos muito bem”, analisou o comandante da equipe catalã, que exaltou o fato de sua equipe praticamente não ter sido ameaçada.

Passado o primeiro teste, vem agora o maior deles na final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA e contra uma equipe que, segundo ele, inspira cuidados mais até pela tradição de seu nome. “Nosso próximo rival é um clube histórico desde a época de Pelé. Agora está com uma nova geração, também muito boa, e o mais importante é que são brasileiros, ou seja, muito competitivos”, salientou.

Enquanto Muricy Ramalho e boa parte dos atletas santistas acompanharam de perto a vitória do Barcelona, o time catalão não adotou o mesmo expediente e viu do hotel vitória do Peixe sobre o Kashiwa Reysol, no dia anterior. Ainda assim, o comandante espanhol garante que também chegará ao duelo conhecendo as armas alvinegras.

“Ontem (quarta) não conseguimos viajar para ver o jogo do estádio, mas acompanhamos pela televisão. Como todos estão em Yokohama agora, eles quiseram vir até aqui para conhecer mais o rival que teriam. É claro que ajuda”, apontou. “Meus colaboradores vão me informar como joga o Santos, mas ainda não vi nada. A partir de amanhã (sexta) vamos pensar nisso”.

Outra preocupação de Guardiola são os desfalques. O atacante David Villa sofreu uma fratura na tíbia e não tem condições de jogo. Alexis Sánchez, a outra opção para comandar o ataque, deixou o campo sentindo dores musculares e preocupa.

Adriano tem a resposta
Ao mesmo tempo que ganhou problemas, Guardiola encontrou em Adriano uma grata surpresa mesmo jogando pela ala direita. Autor dos dois primeiros gols do Barcelona, o lateral deixou o gramado surpreso com o próprio feito e esperançoso em poder ajudar na final, caso seja novamente utilizado – Daniel Alves deve reconquistar a posição.

E se foi com tudo para o ataque, é na defesa que o brasileiro diz ter a solução para parar os craques santistas no domingo. “Nós assistimos às partidas do Santos e já sabemos como frear Neymar e sua turma toda”, disse o jogador, que explicou a opção de Guardiola de colocá-lo na direita Japão. “O calendário está um pouco apertado, acaba pesando um pouco. Por isso, ele trocou algumas peças”, explicou.

Depois da vitória fácil na estreia, o Barcelona tem até domingo para se recuperar e tentar seu segundo título mundial. De acordo com Adriano, ao contrário do que se diz no Brasil, o clube catalão também dá valor a esse torneio.

“Vamos tratar essa final como uma final de Copa do Mundo. Para nós é a mesma importância de uma Liga dos Campeões. Não tem essa de valor menor para o Barcelona. Aqui estamos todos empenhados em conquistar o título”, concluiu o brasileiro.

Real Madrid anuncia compra de Casemiro

Real Madrid anuncia compra de Casemiro© Getty Images

O Real Madrid anunciou na tarde desta segunda-feira, a compra do volante Casemiro, que pertencia ao São Paulo e estava emprestado desde o começo do ano à equipe espanhola. O clube merengue exerceu a opção de compra prevista no contrato de empréstimo e terá o brasileiro por quatro temporadas.

Casemiro tem 21 anos e foi inicialmente contratado para atuar na equipe B do Real Madrid, o Castilla. No entanto, ao longo deste primeiro semestre, ganhou espaço aos poucos no time principal e chegou a ser escalado por José Mourinho como titular em um jogo do Campeonato Espanhol. A saída do treinador português não afetou o futuro do jogador em Madri.

No Morumbi, Casemiro chamou a atenção pela primeira vez em 2010, quando participou da conquista da Copa São Paulo de Juniores. Pouco depois, foi alçado à equipe principal do Tricolor e venceu, no ano seguinte, o Sul-americano e o Mundial sub-20 com a Seleção Brasileira da categoria.

O começo promissor de Casemiro no São Paulo deu lugar a atuações irregulares e à reserva, mesmo com as contantes trocas de técnico, até que ele foi negociado com o Real Madrid, em janeiro deste ano. Na equipe espanhola, ele disputará posição com jogadores como Sami Khedira, Xabi Alonso e Michael Essien.

Real Madrid anuncia compra de Casemiro

Real Madrid anuncia compra de Casemiro© Getty Images

O Real Madrid anunciou na tarde desta segunda-feira, a compra do volante Casemiro, que pertencia ao São Paulo e estava emprestado desde o começo do ano à equipe espanhola. O clube merengue exerceu a opção de compra prevista no contrato de empréstimo e terá o brasileiro por quatro temporadas.

Casemiro tem 21 anos e foi inicialmente contratado para atuar na equipe B do Real Madrid, o Castilla. No entanto, ao longo deste primeiro semestre, ganhou espaço aos poucos no time principal e chegou a ser escalado por José Mourinho como titular em um jogo do Campeonato Espanhol. A saída do treinador português não afetou o futuro do jogador em Madri.

No Morumbi, Casemiro chamou a atenção pela primeira vez em 2010, quando participou da conquista da Copa São Paulo de Juniores. Pouco depois, foi alçado à equipe principal do Tricolor e venceu, no ano seguinte, o Sul-americano e o Mundial sub-20 com a Seleção Brasileira da categoria.

O começo promissor de Casemiro no São Paulo deu lugar a atuações irregulares e à reserva, mesmo com as contantes trocas de técnico, até que ele foi negociado com o Real Madrid, em janeiro deste ano. Na equipe espanhola, ele disputará posição com jogadores como Sami Khedira, Xabi Alonso e Michael Essien.

Quartas de final vista

Quartas de final à vista© Getty Images

Na segunda rodada dos Grupos A e B da Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA 2011 poderão ser definidas as primeiras classificações antecipadas. Enquanto algumas seleções já podem garantir uma vaga nas quartas de final, outras, que foram derrotadas na estreia, estão sob forte pressão.

O jogo do dia
Portugal x Argentina, Grupo B, 17h (12h em Brasília)
As duas seleções estrearam com vitória no Mundial de Beach Soccer. A Argentina saiu em desvantagem contra Omã, mas conseguiu virar o placar e conquistou os seus primeiros pontos no torneio. Já Portugal deixou claro que tem ambições de conquistar o título ao aplicar uma massacrante goleada contra El Salvador. Agora, o vencedor do confronto poderá começar a fazer planos para as quartas de final. Considerando a alta produtividade do ataque português na primeira rodada, a defesa Argentina certamente terá muito trabalho pela frente para parar Madjer e companhia.

As outras partidas
No outro jogo do Grupo B, Omã e El Salvador fazem o duelo dos desesperados. Apenas o vencedor da partida ainda terá esperanças de conseguir uma vaga entre os oito melhores. Uma vitória seria extremamente importante para as duas seleções e ainda teria um caráter histórico, já que nenhuma delas conseguiu um resultado positivo na Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA até hoje. O país da Ásia está estreando no torneio, enquanto que a equipe da América Central perdeu os sete jogos que já disputou na competição.

No Grupo A, será realizado um duelo entre duas seleções que conseguiram vitórias apertadas na estreia. A Itália, anfitriã do torneio, prevaleceu contra o Irã na disputa por pênaltis, e o Senegal derrotou a Suíça da mesma forma. Contando com o apoio dos torcedores locais, os italianos querem dar mais um passo rumo às quartas de final, mas os africanos também tiveram apoio maciço da sua torcida no primeiro jogo e não vão facilitar para os donos da casa. A única certeza é que teremos uma belíssima atmosfera no Stadio del Maré.

A outra partida do Grupo A colocará frente a frente Irã e Suíça, que sabem que uma derrota pode colocar um fim precoce ao sonho de classificação para a próxima fase. No primeiro jogo contra o Senegal, os suíços mostraram muita raça para correr atrás de uma desvantagem de quatro gols, enquanto os iranianos lideraram o marcador durante quase toda a partida contra a Itália. Com esse retrospecto, é fácil observar que o aspecto psicológico poderá ser decisivo no duelo.

Fique de olho
Após a expulsão do goleiro Hamed Ghorbanpour, os iranianos precisarão contar com o seu substituto Mohammad Rahaviezabadi na partida decisiva contra a Suíça. Resta saber se ele conseguir conter o poderio ofensivo do artilheiro suíço Dejan Stankovic.

O número
2 A Itália já disputou duas partidas da Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA contra adversários africanos — e perdeu as duas. Em 2006, os italianos foram derrotados pela Nigéria. Em 2007, perderam nos pênaltis do Senegal.

A frase
“Preciso admitir que o lado psicológico foi fundamental na nossa primeira partida. A maioria dos nossos jogadores está participando pela primeira vez da Copa do Mundo de Beach Soccer, por isso demorou um pouco até que entrássemos no ritmo. Além disso, faltou um pouco de ritmo de jogo porque não disputávamos nenhuma partida havia um mês. Mas tenho certeza de que as coisas serão bem diferentes no nosso segundo compromisso. Esperamos jogar com a mesma precisão que mostramos nas eliminatórias para o torneio.”
Cezar Mendonza, goleiro da Argentina

Programação
Irã x Suíça – 15h30 (10h30 em Brasília)
Portugal x Argentina – 17h (12h em Brasília)
Senegal x Itália – 18h30 (13h30 em Brasília)
Omã x El Salvador – 20h (15h em Brasília)

Felipe Santana comemora classificao

Felipe Santana comemora classificação © AFP

Autor do gol que deu a classificação para as semifinais ao Borussia Dortmund Felipe Santana voltou a atuar pelo clube alemão nesta terça-feira, diante do Real Madrid, e conquistou a vaga na decisão da UEFA Champions League mesmo com a derrota por 2 a 0 – sua equipe venceu o primeiro jogo por 4 a 1. Após o confronto no Santiago Bernabéu, o brasileiro revelou que este é um momento único em sua carreira.

“É impossível achar uma palavra para descrever a emoção que estou sentindo nesse momento. Ter a possibilidade de disputar a decisão do campeonato mais importante da Europa é algo que ficará marcado para sempre na minha memória. Sabíamos que o Real Madrid faria um jogo muito difícil nessa segunda partida e, apesar do bom resultado que construímos na Alemanha, nossa classificação estava longe de estar definida”, explicou Felipe Santana.

O bom desempenho dentro de campo foi refletido nas arquibancadas, já que a torcida do Borussia foi um diferencial ao longo da competição. Em casa, os fãs da equipe alemã fizeram um verdadeiro show, mas também não deixaram de apoiar nos jogos longe de seus domínios. Felipe Santana sabe da importância dos torcedores, por isso fez questão de agradecer ao apoio dado na competição europeia.

“Quero parabenizar todo o grupo por essa final de Liga dos Campeões e a comissão técnica, que vem desenvolvendo um trabalho maravilhoso conosco. Não posso deixar de parabenizar a torcida, que vem fazendo uma linda festa nas arquibancadas e, mesmo aqui na Espanha, o cenário não foi diferente”, destacou o brasileiro.

Na final da competição continental, o Borussia vai enfrentar o vencedor do duelo entre Bayern de Munique e Barcelona, que decidem a vaga nesta quarta-feira. Com a vitória por 4 a 0 no primeiro jogo, os bávaros estão bem perto de conquistar a classificação e fazer uma decisão entre times do mesmo país.

Noruega Holanda no caminho de Portugal

Noruega  <strong></strong>  Holanda no caminho de Portugal” class=”landscape” />© AFP
<p style=A Noruega vai ser uma das adversárias de Portugal nas eliminatórias europeias para a Copa do Mundo Feminina da FIFA Canadá 2015, ditou o sorteio realizado, esta terça-feira, em Nyon, na Suíça.

O sorteio envolveu 42 países e resultou em alguns grupos bastante interessantes, colocando frente a frente algumas das finalistas da Copa da Europa da UEFA. Itália e Espanha, por exemplo, vão defrontar-se no Grupo 2, enquanto a Rússia e a Finlândia vão tentar comprovar a sua evolução quando encontrarem a gigante Alemanha e a França, nos grupos 1 e 7, respetivamente. 

Portugal ficou incluído no Grupo 5, que tem a Noruega como granda favorita, mas que também conta com a Holanda, que tem vindo a crescer no futebol feminino, além de Bélgica, Grécia e Albânia. 

A Dinamarca vai reavivar a rivalidade com a Islândia no Grupo 3, enquanto a Suécia não terá tarefa fácil no Grupo 4, que conta também com a Escócia e a Polónia. A Inglaterra é a favorita no Grupo 6, onde vai defrontar, por exemplo, a Ucrânia e as vizinhas do País de Gales.

Entre as seleções que entraram no sorteio estão os quatro países que se classificaram na ronda preliminar, incluindo as estreantes Albânia e Montenegro. Malta e Ilhas Faroé também garantiram as repetivas vagas.

As eliminatórias europeias, que vão decorrer entre 20/21 de setembro de 2013 e 17 de setembro de 2014, garantem oito vagas para a Copa do Mundo Feminina da FIFA. Os grupos serão disputados em duas voltas, com os sete vencedores a garantirem automaticamente a presença no Canadá 2015. Os quatro melhores segundos classificados – contando os resultados obtidos frente ao primeiro, terceiro, quarto e quintos lugares -, vão jogar “play-offs” a 25/26 e 29/30 de outubro e 22/23 e 26/27 de novembro de 2014 para se determinar a última seleção qualificada.

Confira o resultado do sorteio:

Grupo 1
Alemanha
Rússia
República da Irlanda
Eslováquia
Eslovénia
Croácia

Grupo 2
Itália
Espanha
Républica Checa
Roménia
Estónia
Macedónia

Grupo 3
Dinamarca
Islândia
Suíça
Sérvia
israel
Malta

Grupo 4
Suécia
Escócia
Polónia
Irlanda do Norte
Bósnia-Herzegovina
Ilhas Faroé

Grupo 5
Noruega
Holanda
Bélgica
Portugal
Grécia
Albânia

Grupo 6
Inglaterra
Ucrânia
Bielorrússia
País de Gales
Turquia
Montenegro

Grupo 7
França
Finlândia
Áustria
Hungria
Bulgária
Cazaquistão

FIFA manifesta apoio a Hitzlsperger

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A FIFA e o Presidente da FIFA Joseph S. Blatter, manifestam seu apoio à decisão de Thomas Hitzlsperger de anunciar publicamente sua orientação sexual.

Infelizmente, o preconceito continua presente no futebol. A FIFA está trabalhando duro para combater esse mal e espera que as declarações de Thomas sirvam de incentivo para o aumento do respeito e da compreensão não apenas no futebol como além dele.

Há muitos anos, a FIFA tem tomado uma posição firme contra qualquer forma de discriminação, inclusive em relação à orientação sexual, conforme está determinado em seus Estatutos e foi recentemente reforçado pela resolução do Congresso da FIFA na luta contra o racismo e a discriminação.

Ferguson No penso em parar

Ferguson: "N茫o penso em parar"漏 Getty Images

Sir Alex Ferguson é um dos técnicos mais vitoriosos da história do futebol mundial bem como um dos mais longevos. São nada menos que 37 anos de trabalho em alto nível, incluindo um quarto de século à frente de um dos clubes mais poderosos e exigentes do planeta, o que apenas prova o seu enorme talento.

A longevidade, 茅 claro, foi acompanhada de uma extensa lista de gl贸rias. Com 48 t铆tulos no curr铆culo, Ferguson pode se orgulhar de ser o t茅cnico brit芒nico mais vencedor da hist贸ria. Entre as conquistas, destacam-se duas Ligas dos Campe玫es da Europa, 12 t铆tulos da Premier League e cinco Copas da Inglaterra. Nesta segunda parte da entrevista exclusiva que concedeu ao FIFA.com, o escoc锚s analisa as diferen莽as entre o futebol do passado e do presente e fala da sua ilustre carreira.

Clique no link à direita para ler a primeira parte da entrevista

Você completou 25 anos à frente do Manchester United, feito jamais alcançado por um treinador em um time de futebol. Qual é a fórmula para o sucesso?
Tem muito a ver com o clube. Sempre tive a chance de trabalhar mais em longo prazo, podendo mudar o caminho a ser seguido de acordo com o que considerava conveniente. Posso fazer um planejamento para dois ou três anos, algo que é quase impossível em outros clubes. No futebol, o que conta são os resultados; se um técnico perde quatro ou cinco jogos seguidos, já fica a perigo. No United, esse cenário simplesmente não existe. Sou responsável por todos os assuntos do futebol: os olheiros, as categorias de base… Nesse sentido, tenho muita sorte, porque posso decidir rapidamente quem serão os meus próximos reforços e de onde eles virão.

H谩 alguns anos, o Manchester baseava o sucesso nas pratas da casa, mas agora o clube tem revelado poucos talentos. O que aconteceu?
Houve uma mudan莽a na legisla莽茫o. Alguns anos atr谩s, foi estabelecida a obriga莽茫o de que, para um jovem ser contratado, ele deveria morar a, no m谩ximo, uma hora e meia de dist芒ncia da sede do clube. Antes n茫o era assim, por isso consegu铆amos recrutar garotos fant谩sticos. Como ficou imposs铆vel encontrar seis ou sete jogadores por ano em uma 谩rea t茫o restrita, decidimos priorizar o nosso sistema de olheiros. Consequentemente, come莽aram a chegar grandes talentos do exterior, e assim conseguimos ter sucesso. Mas 茅 verdade que, com rela莽茫o 脿 prata da casa, faz tempo que n茫o revelamos jogadores do n铆vel do David Beckham. H谩 pouco tempo, a lei voltou a mudar, e agora ser谩 de novo como era 15 anos atr谩s. Isso me deixa muito otimista em recuperar a produ莽茫o de talentos do passado.

Qual é o seu envolvimento na contratação de estrangeiros?
Usarei o caso do Javier “Chicharito” Hernández como exemplo. O nosso olheiro-chefe conhecia alguém no México que falou sobre o garoto. Esse foi o primeiro passo. Ele recebeu alguns vídeos de jogos do Chivas e me mostrou. Quando assistimos, pensamos “este garoto promete”, mas não dá para decidir uma contratação só vendo DVD. Então, mandei o olheiro-chefe passar um mês no México, para vê-lo em campo e fora dele também. Assim, soubemos que o pai e o avô dele haviam jogado a Copa do Mundo e que ele estava prestes a ser convocado para a seleção. Depois disso, foi muito simples trazê-lo. Cuidamos dos trâmites necessários e fechamos a contratação antes da África do Sul 2010, o que foi importante, porque depois o valor dele aumentaria.

Você percebeu muitas mudanças no futebol desde que começou a trabalhar com o esporte?
Muitas. Para começar, não existiam empresários quando iniciei a carreira de técnico há 37 anos. Imagina isso! Não havia liberdade de contrato; os jogadores ficavam presos aos clubes. Nesse sentido, a mudança foi inevitável, mas acho que agora a balança está pendendo completamente para o outro lado, e tenho minhas dúvidas de que isso seja bom para o futebol. Obviamente, a imprensa também mudou. Os jornalistas sofrem uma pressão muito maior para publicar grandes notícias, não apenas no mundo do esporte, e isso sem dúvida se reflete no nosso trabalho.

E quanto ao campo e aos jogadores?
Em relação a isso, acho que a maior mudança da última década foi o aprimoramento dos gramados, que agora são fantásticos. Hoje em dia, é raro jogar em um campo ruim, em virtude dos avanços tecnológicos. E a outra grande transformação foi a ciência do esporte, que evoluiu de forma impressionante. Por exemplo, quando comecei no Manchester United, toda a minha comissão técnica era formada por oito pessoas, entre assistentes, preparadores físicos e olheiros. Agora, tenho dez cientistas esportivos! Uma mudança brutal.

Você sente que a maior velocidade do futebol de hoje é uma consequência disso?
Isso é inevitável, o progresso envolve mais velocidade. Os carros estão mais rápidos, os trens estão mais rápidos, a vida cotidiana está mais rápida, os atletas de outros esportes também estão mais rápidos. Com toda essa velocidade, é natural que o ritmo de jogo também se acelere no futebol. E isso aumentou igualmente o risco de lesões graves, como, por exemplo, as de ligamento cruzado, que quase não existiam há 30 anos e que agora são muito comuns.

Se você tivesse de destacar apenas um momento de toda a sua longa e ilustre carreira, qual seria?
Sem dúvida, a vitória na final da Liga dos Campeões (de 1999) contra o Bayern de Munique em Barcelona. Eu nunca tinha sido campeão europeu, e a última vez em que o clube havia conquistado o título tinha sido em 1968, então a dívida era grande. Sem contar, é claro, que foi um jogaço!

Você já anunciou a aposentadoria e depois voltou atrás. Sente agora que a despedida definitiva está próxima?
A minha filosofia é continuar enquanto o trabalho me der prazer e a saúde estiver boa. Acho que você não pode se impor limites, mas tampouco deve fazer planos muito à frente, porque nunca se sabe o que vai acontecer amanhã. Um dia chegará o momento de parar, é claro, mas por enquanto não penso nisso.

Atltico salta mais alto no Drago

Atlético salta mais alto no Dragão© AFP

Desilusão portuguesa na segunda jornada da UEFA Champions League. O FC Porto foi derrotado em casa por 2 a 1, pelo Atlético de Madrid e viu a equipa espanhola isolar-se no comando do Grupo G, com duas vitórias em dois jogos. Ramires foi a estrela brasileira da noite, ao marcar dois dos golos da goleada do Chelsea em Bucareste. Resumimos toda a acção da noite de terça-feira.

O Estádio do Dragão recebia um jogo entre duas equipas num belíssimo momento e que lideram os respetivos campeonatos. E foi o FC Porto a mostrar a importância de jogar em casa, entrando muito forte e adiantando-se no marcador à passagem do primeiro quarto de hora. Livre de Josué e Jackson Martínez a cabecear para o 1 a 0.

Em vantagem, os Dragões baixaram o ritmo e o Atlético ainda ameaçou chegar ao empate na primeira parte, quando Raúl Garcia acertou na barra da baliza de Helton. Não festejaram antes do intervalo, festejaram depois.

Aos 58 minutos, após livre da esquerda, Godín saltou mais que toda a gente e, aproveitando uma saída em falso de Helton, cabeceou para o 1 a 1. Foi o toque a reunir para o FC Porto voltar a pressionar, com Juan Manuel Quintero a falhar por pouco na cobrança de um livre. O balde de água fria para os portugueses chegou a quatro minutos dos 90: mais um lance de bola parada, desta vez com Gabi a tocar curto para Arda Turan fuzilar a baliza de Helton.

Grupo E: Ramires foi o homem da noite. O brasileiro marcou dois dos golos da vitória no terreno do  Steaua de Bucareste, permitindo ao Chelsea festejar no 100º jogo fora de casa da equipa inglesa na UEFA Champions League. No outro encontro, o Basel não deu seguimento ao triunfo conseguido, há duas semanas, em Londres e foi derrotado, em casa, pelo Schalke 04. Julian Draxler, de apenas 19 anos, tornou-se no primeiro jogador de sempre a marcar em dois jogos consecutivos da Champions pelo clube alemão, que segue no comando do grupo com 100% de aproveitamento.

Grupo F: Jogo grande em Londres entre duas equipas em destaque nos respetivos campeonatos e que tinham vencido na primeira jornada. O Arsenal recebeu o Napoli e mostrou a razão pela qual lidera a Premier League. Os Gunners só precisaram de oito minutos para ver Mesut Özil marcar o seu primeiro golo pelo clube, com o alemão a assistir Olivier Giroud para o segundo. No outro jogo, o finalista vencido da última edição, Borussia Dortmund recuperou da derrota na estreia e esmagou o Marselha por 3 a 0, com um bis de Lewandowski.

Grupo G: A vitória no Porto permitiu ao Atlético de Madrid isolar-se no comando do grupo, enquanto a derrota do FC Porto só não teve mais consequências porque o Zenit não conseguiu melhor do que um empate, a zero, em casa com o Áustria de Viena. A equipa russa só tem um ponto em dois jogos e, frente aos austríacos, perdeu Axel Witsel, que foi expulso.

Grupo H: Como quase sempre, o Barcelona, com Neymar mas sem o lesionado Messi, teve muitas dificuldades em Glasgow, mas venceu o Celtic por 1 a 0, cortesia de Cesc Fàbregas à entrada do último quarto de hora. Já o AC Milan, que tinha vencido os escoceses na abertura do grupo, teve de sofrer até ao fim para evitar a derrota na Holanda. O Ajax esteve na frente do marcador, mas uma grande penalidade de Mário Balotelli nos descontos evitou o desaire italiano. O Barça está isolado no comando do grupo.              

Resultados
Grupo E

Basel-Schalke, 0-1
Steaua Bucareste-Chelsea, 0-4

Grupo F
Arsenal-Napoli, 2-0
Borussia-Marselha, 3-0

Grupo G
Zenit-Áustria Viena, 0-0
FC Porto-Atlético Madri, 1-2

Grupo H
Ajax-AC Milan, 1-1
Celtic-Barcelona, 0-1

Invencibilidade espanhola e hegemonia de Wambach

Invencibilidade espanhola e hegemonia de Wambach© Getty Images

A quebra de recordes mundiais por parte da Espanha e de Abby Wambach a marca nacional de Rachel Yankey e o mar de gols em Barbados recheiam a análise estatística semanal do FIFA.com.

160 — A estatística de gols pelos Estados Unidos atingida por Abby Wambach na semana passada, tornando-a a maior artilheira entre todas as seleções mundiais. Quem detinha a marca até então era Mia Hamm, autora de 158 gols em 275 compromissos pelo combinado americano até 2004, quando pendurou as chuteiras. Wambach precisou de apenas 29 minutos para ir às redes três vezes na partida contra a Coreia do Sul em Nova Jersey, ultrapassando a ex-companheira de EUA. Aos 33 anos, a jogadora do Western New York Flash ainda marcaria o seu quarto gol da noite antes de ser substituída, e ovacionada, aos 13 minutos do segundo tempo do seu 207º jogo pelo país. “Estou muito orgulhosa dela”, declarou Hamm. “Como fomos companheiras de equipe no início da carreira dela, sei que tudo o que sempre quis foi vencer, e ela continua fazendo isso. Estou feliz por ter dividido a marca de 158 com ela, foi bom enquanto durou.” Lauren Cheney, de cabeça, completou a goleada de 5 a 0 aplicada pelas americanas, que agora estão invictas há 34 partidas (29 vitórias, cinco empates). A última derrota aconteceu em março de 2012, quando o Japão eliminou os EUA na Copa Algarve com o placar de 1 a 0.

126 — A marca de jogos pela seleção inglesa atingida por Rachel Yankey na quarta-feira, quando se tornou a jogadora com o maior número de partidas pela Inglaterra na história, superando inclusive os números registrados entre os homens. Com 33 anos, a jogadora do Arsenal, que estreou com a camisa do seu país em 1997, dividia o recorde com Peter Shilton, mas superou o histórico goleiro no duelo contra as japonesas, atuais campeãs da Copa do Mundo Feminina da FIFA. Yankey comemorou o momento armando a jogada do gol de Eniola Aluko no empate em 1 a 1, resultado que levou para 11 jogos a série invicta da equipe de Hope Powell. Yankey e Shilton estão ao lado de outros dez ingleses que já ultrapassaram a marca centenária. São eles Gillian Coultard (119 partidas), David Beckham (115), Kelly Smith (113), Fara Williams (113), Casey Stoney (109), Bobby Moore (108), Bobby Charlton (106), Billy Wright (105), Ashley Cole (103) e Rachel Unitt (102).

29 — Os jogos de invencibilidade em competições da Espanha, marca alcançada durante a atual edição da Copa das Confederações da FIFA. A França havia registrado 27 partidas não amistosas sem sofrer uma derrota sequer entre 1994 e 1999, mas a Fúria igualou a marca ao atropelar o Taiti por 10 a 0, ultrapassou-a na vitória por 3 a 0 sobre a Nigéria e a estendeu no empate sem gols com a Itália — os comandados de Vicente Del Bosque venceram a disputa de pênaltis por 7 a 6 e enfrentam o Brasil na final de domingo. O último revés espanhol em partida válida por uma competição foi diante da Suíça, por 1 a 0, na estreia do país na Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010. De lá para cá, foram 24 vitórias e cinco empates registrados no Mundial, nas eliminatórias para a Euro 2012 e na competição europeia em si, nas eliminatórias rumo ao Brasil 2014 e na atual Copa das Confederações da FIFA. Além disso, a Espanha terminou 19 partidas sem levar gol.

8 — Os empates consecutivos na primeira divisão camaronesa em uma paradoxal sequência do Panthère de Ndé. Os wild cats, como são conhecidos, haviam empatado apenas um dos 16 jogos disputados até o vice-campeonato conquistado em 2012. Agora, porém, o mais recente 0 a 0 com o Unisport Bafang os deixou apenas um ponto acima da zona de rebaixamento. Essa foi a décima partida em que o segundo colocado Unisport terminou sem levar gols em 14 jogos disputados na atual temporada, mas o resultado permitiu que o Les Astres, que bateu o rival local Union Sportive por 4 a 0, abrisse a vantagem na liderança para seis pontos.

6 — Os gols marcados por Walton Burrowes na semana passada, garantindo a vitória do Brittons Hill por 6 a 1 fora de casa sobre o arquirrival Notre Dame, que vinha em excelente forma. Qualquer outro resultado que não fosse uma vitória do Brittons teria dado o título da Premier League de Barbados ao BDF, e sabendo disso Burrowes já balançou as redes duas vezes antes do intervalo. Dwayne Mars, que defende a seleção barbadense, diminuiu para o time da casa, mas “Chico”, como é conhecido o artilheiro do dia, fez mais três em um intervalo de seis minutos e completou o massacre a quatro minutos do apito final. Com duas rodadas para o fim, o BDF está cinco pontos à frente do Brittons. Já o Gall Hill, invicto há oito jogos, subiu para a quarta colocação com o triunfo por 1 a 0 sobre o Cosmos. Quem garantiu o resultado positivo foi Shaquille Boyce, que completou 17 anos este mês e marcou o seu oitavo gol nas últimas seis partidas.